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TJMG nega recurso e ex-secretário da administração Ricardo Veloso continua foragido

 

 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não acatou o recurso da defesa e manteve a decisão da justiça de Bocaiúva, que decretou a prisão preventiva do ex-secretário da administração do prefeito Ricardo Veloso, Jhonny Patrick Conrado Araújo, acusado de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. Ele continua foragido e poderá ser preso assim que for encontrado pela polícia.

ENTENDA O CASO

Jhonny Patrick Conrado Araújo, que ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Social na Prefeitura,  teve a prisão preventiva decretada pela justiça de Bocaiúva em agosto do ano passado, suspeito de envolvimento no tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. Na ocasião, ocupando os microfones de rádios locais, o seu pai, o vereador João Katola, descreveu os fatos como sendo perseguição política. Após afagos do ex-prefeito Alberto Caldeira, mudou o discurso e creditou as “injustiças” ao delegado Leonardo Diniz. Menos de 48 horas após o seu desabafo nas emissoras de rádio, ele, o Katola, que vinha sendo alvo, juntamente com outros 11 colegas, de investigação por parte do Ministério Público, é visto em um canal de televisão regional, suspeito de envolvimento no desvio de verba de gabinete na Câmara Municipal de Bocaiúva.

 

Com o Jhonny Patrick foragido e não afastado das funções de secretário para um tratamento de saúde como apregoava o pai Katola, foi impetrado um habeas corpus em seu favor junto ao TJMG, que, após analisado, julgou improcedente e o denegou. Os argumentos apresentados, de acordo com o desembargador relator Pedro Coelho Vergara, não foram convincentes para que fosse alterada a decisão do juiz da Comarca de Bocaiúva. Os demais desembargadores, acompanharam o voto do relator e mantiveram a decretação da prisão preventiva.

Sobre a doença do Patrick, alegada pela defesa, o desembargador relator disse: “O impetrante por fim não comprovou que o paciente está acometido de doença grave tampouco que o tratamento da eventual enfermidade apontada não pode ser realizada dentro do próprio estabelecimento prisional”. Em outro trecho da decisão, diz “Esse ainda fez uso da rede social para expor sua imagem de bem sucedido e pouco receoso da apuração criminal, acreditando estar acima dos rigores da legislação vigente, sendo mister a proibição legal de tais condutas até mesmo considerando o caráter pedagógico da medida”. (Detalhes completos da ORDEM DENEGADA no site do TJMG –  Habeas Corpus nº 1.0000.13.074846-0/000 – www4.tjmg.jus.br)

 

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