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NOVA INVESTIGAÇÃO CONTRA EX-PREFEITO

NOVA INVESTIGAÇÃO CONTRA EX-PREFEITO

warmilon

Há mais de uma década beneficiado pela impunidade, que lhe permitiu colecionar mais de 100

processos por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, o ex-prefeito de Pirapora
Warmillon Fonseca Braga (DEM), preso desde o dia 2, agora é alvo de nova investigação do

Ministério Público em razão de benesses que lhe foram oferecidas no Presídio Regional de

Montes Claros. A investigação teve início com denúncia anônima que informava que “ocupantes

de importantes cargos políticos” presos na Operação Violência Invisível – desencadeada para

pôr fim a uma sangria de mais de R$ 70 milhões em Minas e outros 10 estados, com uso de

precatórios falsos para abater dívidas com a União – estavam recebendo tratamento

diferenciado dos demais detentos.

Entre os privilégios, Warmillon, único acusado que permanece preso, teve direito a visitas

em horários não previstos, recebimento de comida especial e concessão de trabalho interno,

mesmo sem preencher as exigências legais. Warmillon Braga permanece preso por força de dois

mandados de prisão expedidos contra ele, em dois processos: um que apurou a irregularidade

em licitação para a coleta de lixo e outro que apura o superfaturamento em contrato, também

com concorrência fraudada, para a realização da festa do centenário de Pirapora. Ele

conseguiu cassar, liminarmente, apenas a prisão preventiva decretada por força da Operação

Violência Visível, que tinha também como alvo os ex-prefeitos de Montes Claros Tadeu Leite

(PMDB) e de Janaúba José Benedito Nunes (PT), beneficiados pela mesma medida.

Depois de 16 anos assentado na cadeira de prefeito dos municípios de Lagoa dos Patos e

Pirapora, Norte de Minas, Warmillon aguarda o julgamento de seus processos no presídio da

cidade que ele pretendia administrar. O desejo de disputar a Prefeitura de Montes Claros só

foi abandonada por ele depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou

inconstitucionais as candidaturas itinerantes por diferentes municípios.
Recomendação

Além de apurar a denúncia, o Ministério Público enviou à direção do Presídio de Montes

Claros uma série de recomendações para o cumprimento da Lei de Execução Penal e das normas

internas de unidade prisional. No documento, os promotores pedem que seja dado a todos os

detentos “tratamento isonômico, sobretudo, no que concerne ao gozo de visitas, a permissão

para trabalho interno, vestuário, alimentação, uso de celas, assistência social, à saude e

de demais procedimentos”. O Ministério Público frisou também que a “inobservância dos termos

consignados na recomendação importará, irremediavelmente, na aplicação das sanções

administrativas e penais àqueles que incorrerem em tais práticas não autorizadas ou vedadas

por lei”.

FONTE : Estado de Minas – Maria Clara Pra

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