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Inácio Cabeça Branca

Inácio Cabeça Branca

Inácio já foi alvo de uma reportagem que fizemos em 5 de novembro de 2003 para o jornal O Debate. A publicação saiu na página 6 de uma seção que tinha, também, o nome Cotidiano. Quase dez mais velho – como, aliás, todos nós estamos -, Inácio Lopes da Silva, ou Inácio Cabeça Branca como ele próprio o define – continua com a mesma vidinha tranqüila e os mesmos afazeres, ou seja, no seu Cotidiano. Com pouco a acrescentar e aproveitando da comodidade de um texto já redigido, rememoraremos aqui a história do mais velho morador (não de idade, mas de tempo de residência) da rua João Lopes, cujo nome do logradouro é uma homenagem ao seu pai.

Hoje, dia 21 de março de 2013, ao telefonarmos para ele pedindo autorização para a republicação do texto, mostrou disposto, embora reclamasse de algumas dores e de uma cirurgia que está prestes a fazer. Lembrou, também, das viagens que promove a Bom Jesus da Lapa e Aparecida do Norte. A próxima, que já está agendando, é para a cidade baiana. Eis o nosso personagem da coluna Cotidiano, em matéria feita há 10 anos e 13 dias, que a história em nada modificou:

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“Reclamando do fraco movimento do comércio, Inácio Lopes da Silva, 60 anos, conhecido – como ele próprio diz – como Inácio da Cabeça Branca, recebeu a reportagem de O Debate para um “dedo de prosa”.

A conversa foi hoje, dia 5 de novembro de 2003, por volta das 7 horas da manhã deste horário de verão, o que deixa claro que ele não está acostumado a esquentar a cama por muito tempo, mesmo com o “comércio fraquinho” como está.

O “Cabeça Branca”, como ele prefere ser chamado, diz não ter muita coisa para contar. Segundo ele, já está “mais pra lá do que pra cá” e agora vive mais é de saudade, relembrando os “causos” e os muitos amigos que já se foram. Afinal, são 60 anos de idade e apenas um em Campinas com a irmã Lia, os outros todos “aqui na rua João Lopes, nesta casa que tem mais de 100 anos de construída e é a mais velha da rua”, afirma.

Os estudos foram poucos. O primário no antigo Grupo Escolar Coronel Fulgêncio, hoje chamado de Escola Estadual Genesco Augusto Caldeira Brant, e a 1ª série ginasial no antigo Ginásio Senhor do Bonfim. “Naquela época, a gente achava que tinham outras coisas mais importantes a fazer”, relembra e lamenta não ter dado continuidade aos estudos, afirmando que só muito tempo depois descobriu que a escola sempre foi e  deve continuar sendo prioridade.

Apesar de estar sempre reclamando do “comércio fraco”, Inácio diz que antigamente era tudo mais difícil. Rememora o tempo em que tinha que ajudar o velho pai José Lopes da Silva no açougue e ri ao lembrar da época que socava, no pilão, arroz para D. Ana, sua mãe, fazer a comida. “Mas, a gente era feliz e tenho muito saudade. A infância era muito boa, apesar das dificuldades”.

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Um comentário

  1. Na rua João Lopes há moradores mais velhos de moradia. é fato!

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