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Homem de 54 anos é preso suspeito de abusar sexualmente de 3 enteados em Guaraciama

Homem de 54 anos é preso suspeito de abusar sexualmente de 3 enteados em Guaraciama

“Ele tirava nossa roupa e andava pelado pela casa”, diz uma das crianças.
Suspeito estava foragido da Justiça e foi preso em Montes Claros.

A Polícia Civil de Bocaiuva prendeu, na noite de segunda-feira, 13 de maio, José Augusto Barbosa, suspeito de abusar sexualmente de três enteados, de 9, 11 e 12 anos. A violência ocorreu em Guaraciama, entretanto, a prisão foi feita em um sítio, em Montes Clarosa. Há suspeitas de que os abusos ocorreriam há aproximadamente três anos. Além de padrasto dos menores, José Augusto também é tio deles. Logo após o irmão dele ter se separado de Helena Cardoso, mãe das crianças, ele se envolveu com ela. O relacionamento começou há nove anos.
A polícia de Bocaiuva havia tentado cumprir por três vezes o mandado de prisão contra o suspeito, que foi detido na noite desta segunda-feira (13), como conta o delegado Leonardo Diniz.
“Fizemos uma campana na casa da mãe das crianças. Ela entrou em um carro, com o filho de 9 anos, passou por Glaucilândia e Juramento, até chegar em Montes Claros. No momento da abordagem ele estava de cueca na sala com o menino e a mulher estava no quarto bêbada.”

Com o suspeito foram apreendidos uma espingarda, duas facas e material para fazer munição caseira. O outro delegado envolvido no caso, Adalberto Fernandes, conta como a denúncia de violência chegou até a Polícia Civil.
“Recebemos uma requisição judicial do Conselho Tutelar de Guaraciama referente a abusos sexuais que estavam ocorrendo em uma família. A enteada do suspeito, de 14 anos, foi quem denunciou o caso”, explica.
A menina que procurou pelo Conselho também mora na casa com José Augusto, mas não chegou a ser vítima dos abusos do padrasto. Ela contou que as irmãs mais novas falaram o que estava acontecendo e resolveu buscar ajuda com a vizinha, Walcivane Imaculada Santos, que é conselheira tutelar.
“Eu e meus irmãos dormíamos no mesmo quarto, ele passava indo para o banheiro de cueca, umas dez vezes por noite. Uma vez que dormi na casa do meu namorado, ele foi até o quarto e abusou da minha irmã, e para ameaçá-la usou uma faca”, diz a adolescente.
“As meninas relataram que o padrasto entrou nu no quarto e as tocou. Em depoimento na delegacia, disseram que o irmão, de 9 anos, também foi violentado”, conta a conselheira Walcivane.
Esta teria sido a primeira vez que a garota de 14 anos teve conhecimento da violência cometida pelo padrasto. Segundo a polícia, após a denúncia foi feita uma avaliação psicológica, e as meninas, de 11 e 12 anos, conseguiram lembrar a data do abuso, 31 de outubro de 2012.
“Durante a análise, as crianças se mostravam arredias a qualquer presença masculina. Falavam muito pouco, ficavam olhando para baixo e choravam. Elas demonstravam um temor muito grande do padrasto”, fala o delegado.
Em uma conversa com a reportagem, a menor de 12 anos, falou sobre o abuso. “Ele aproveitou que a gente tava dormindo e ia para o quarto. Ele tirava nossa roupa e andava pelado pela casa.”

Segunda denúncia de violência sexual

Após a primeira denúncia de abuso, o Conselho Tutelar afastou as crianças do convívio familiar. Mas segundo Walcivane Santos, oito dias depois, a mãe, Helena Cardoso, foi buscá-las, e, em abril deste ano, uma nova denúncia de abuso foi feita.
“No primeiro episódio, a mãe conta que pegou o companheiro nu, após ouvir os gritos da filha. Mas ela disse que ele estaria bêbado e afirmou que ele havia prometido não fazer mais isso. Ainda de acordo com a conselheira, a mãe afirmava que não se separaria, pois o marido era quem custeava as despesas da casa.
No segundo abuso, cometido em 10 de abril deste ano, a mãe teria dito para a conselheira que não tinha conhecimento, mas disse à filha de 14 anos que viu o marido saindo do quarto de cueca e que teria sido agredida pelo companheiro.
Helena Cardoso disse que não sabia da violência sofrida pelos filhos. “Nunca vi nada. As vezes ele andava de cueca, sentava no sofá sem roupa, mas nunca entrou no quarto das meninas”, diz.
Helena disse ainda que sabia que o marido estava foragido e que ele havia ligado e informado o local para se encontrarem. Quando indagada se acredita nas crianças ou no companheiro, ela disse que acredita nos filhos, e no marido também. “Ele [o mairdo] nunca deu motivo para as acusações”.

Na delegacia, disseram que o irmão, de 9 anos, também foi violentado”, conta a conselheira Walcivane.

 

Possível conivência da mãe

O delegado Leonardo Diniz disse que está sendo investigada a conivência da mãe das crianças com a situação de violência. “Existe um inquérito, em fase final, que está apurando a reponsabilização penal da mãe sobre a omissão do que estava ocorrendo na casa dela.”
O delegado explica ainda que “com a reforma legislativa de 2009, todo e qualquer ato sexual, relacionado à crianças e adolescentes de até 14 anos, independente de penetração, pode ser considerado estupro.” José Augusto Barbosa pode pegar de oito a 15 anos de prisão por estupro de vulnerável. (PAULO BRANDÃO)

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