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Desmoralizada, Câmara Municipal de Bocaiúva elege hoje o seu novo presidente

Desmoralizada, Câmara Municipal de Bocaiúva elege hoje o seu novo presidente

 

Arauto da honestidade e dos bons costumes, como sempre apregoou nos palanques, nos microfones da Rádio 101 FM ou mesmo como líder do prefeito Ricardo Veloso, o vereador Ronildo Ribeiro de Andrade não pôde manter a mesma pose neste ano que agora chega ao fim.

O pedestal começou a ruir já no primeiro dia de janeiro, quando, reeleito vereador em 2012, candidatou-se à presidência da Câmara em 2013. A debandada de antigos desafetos políticos para o seu lado levantou a suspeita de negociações espúrias, cujo propósito era se eleger presidente da Casa. O ex-presidente do Legislativo, Geraldo Antonio Camelo, por exemplo, em um fato inédito, devolveu aos cofres públicos mais de meio milhão de reais e, suspeita-se que por conta disso ou por algum voto de vereador do seu grupo, foi agraciado com um salário de quase R$ 6 mil mensais na mesma Câmara para onde ele não conseguira se reeleger. Isso e outros favores políticos teriam feito com que vereadores “apaixonados” pelo grupo político liderado por Alberto Caldeira se debandassem para o seu lado.

A expectativa de devolução em torno de um milhão de reais para os cofres públicos – considerando que um adversário político devolveu mais de meio milhão e a arrecadação da Câmara foi superior neste ano – pode ser frustrada, uma vez que, por conta dos compromissos políticos que ferem a ética de um correto homem público, o dinheiro tenha sido consumido.

Pesam também contra ele, que, juntamente com outros 11 colegas, tem um pedido de afastamento pelo Ministério Público, a manutenção de um número de servidores bem acima do necessário para o bom andamento dos trabalhos legislativos. Sete deles com salários superiores ao de um delegado de polícia.

E o que é pior, com 12 dos 13 vereadores aguardando a decisão da justiça sobre um pedido de afastamento, a Câmara Municipal de Bocaiúva deverá eleger hoje à noite o seu novo presidente. De um lado, apoiado pelo atual presidente Ronildo Andrade, está João Batista Araújo, o Katola, que, de acordo com o Ministério Público, está envolvido em falcatruas com notas fiscais no propósito de desviar verba de gabinete; do outro, Romário Sabino, contra quem pesa a mesma denúncia do Ministério Público.

A reunião de hoje, adiada semana passada por falta de quórum, marca um novo capítulo da política bocaiuvense, quiçá de Minas e do Brasil: treze vereadores, sendo doze dependurados na justiça, elegerão uma nova mesa diretora. A suspeita de compra de voto não está descartada.

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