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10 mil pessoas participam de manifestação em Montes Claros

10 mil pessoas participam de manifestação em Montes Claros

Cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram de uma manifestação que teve início no fim da tarde desta terça-feira (25), em Montes Claros, maior cidade do Norte de Minas Gerais. Entre as principais reivindicações estão melhorias na educação, saúde e infraestrutura da cidade e combate à corrupção.

O protesto teve incío na praça Doutor Carlos, seguiu para a praça de Esportes e  de lá para a prefeitura. Com a passeata, o trânsito ficou confuso na região central da cidade até o fim da noite.

De acordo com informações da PM, 500 policiais trabalharam na segurança do protesto. Quatro pessoas foram presas. Um homem estava com duas bombas de fabricação caseira. Os outros três foram presos ao reagir contra a ação da PM.

Por medidas preventivas, os comerciantes da região central fecharam as portas mais cedo. O transporte coletivo também não operou do fim da tarde ao início da noite.

Os manifestantes protestam contra a PEC 37, a corrupção, problemas na saúde, educação e transporte público.

A maioria dos participantes é jovem. Acompanhada pelas amigas, a técnica de enfermagem Tâmara Perez, de 22 anos, se diz revoltada com a situação dos Hospitais de Montes Claros. “É  uma vergonha, eu acompanho de perto o sofrimento do povo. Os políticos precisam saber que maca não é leito, corredor não é enfermaria e enfermeiro não é escravo”, diz a jovem.

A estudante Jéssica Maíra também reivindica melhoria na saúde. “É um absurdo a situação do nosso país e da nossa cidade. Ainda bem que o povo, principalmente os jovens, saiu da internet e veio para as ruas. Espero que agora as coisas comecem a mudar”, declara.

Leonardo Silva foi para a rua acompanhado de cinco colegas do 4º período da faculdade de odontologia. Eles pedem o fim da corrupção, investimentos na educação e na saúde, além da diminuição do preço dos combustíveis. “É isso que precisamos fazer. Temos que ir para rua reivindicar. Espero que isso seja o primeiro passo para mudar nosso país”, diz.

Já a auxiliar de enfermagem Sônia Maria de Jesus pediu por mais justiça e menos violência na cidade. Ela perdeu o filho assassinado há quatro anos. ”Acompanhei toda a manifestação. As coisas não podem ficar impunes”.

(Cida Santana e Michelly Oda – Do G1 Grande Minas) (Foto: Rodrigo Satoshi / VC no G1)

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